Dramaturgos & Autores

Augusto Boal: Vida e Obra  (Dramaturgos & Autores) escrito em quarta 06 maio 2009 19:49

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

Família e Estudos

Augusto Boal nasceu no subúrbio da Penha, Rio de Janeiro. Filho do padeiro português José Augusto Boal e da dona de casa Albertina Pinto, desde os nove anos dirigia peças familiares, com seus três irmãos. Aos 18 anos vai estudar Engenharia Química na antiga Universidade do Brasil, atual UFRJ, e paralelamente escrevia textos teatrais. Na década de 1950 enquanto realizava estudos em nível de Ph.D em Engenharia Química, na Columbia University, em Nova York, estuda dramaturgia na School of Dramatics Arts, também na Columbia, com John Gassner, professor de Tennessee Williams e Arthur Miller. Na mesma época, assistia às montagens do Actors Studio.

Teatro de Arena

De volta ao Brasil, em 1956, passa a integrar o Teatro de Arena de São Paulo, a convite de Sábato Magaldi e José Renato. O Arena tornou-se uma das mais importantes companhias de teatro brasileiras, até o seu fechamento, no fim da década de 1960. Sua primeira direção é Ratos e Homens, de John Steinbeck, que lhe valeu o prêmio de revelação de direção da Associação Paulista de Críticos de Artes, em 1956. Seu primeiro texto encenado foi Marido Magro, Mulher Chata, uma comédia de costumes. Depois de uma série de insucessos comerciais e diante da perspectiva de fechamento do Arena, a companhia decide investir em textos de autores brasileiros. Superando as expectativas Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, dirigido por José Renato, torna-se um grande sucesso, salvando o Arena da bancarrota. O grupo ressurge, provocando uma verdadeira revolução na cena brasileira, abrindo caminho para uma dramaturgia nacional. Para prosseguir na investigação de um teatro voltado para a realidade do Brasil, Boal sugere a criação de um Seminário de Dramaturgia que se tornará o celeiro de vários novos dramaturgos. As produções, fruto desses encontros, vão compor o repertório da fase nacionalista do conjunto nos anos seguintes. Sob direção de Boal o Arena apresenta Chapetuba Futebol Clube, de Oduvaldo Vianna Filho, 1959, segundo êxito nessa vertente. Arena e Oficina Depois de dirigir, em 1959 A Farsa da Esposa Perfeita, de Edy Lima, Boal apresenta Fogo Frio, de Benedito Ruy Barbosa, em 1960, uma produção conjunta entre o Arena e o Teatro Oficina, através da qual orienta um curso de interpretação. Dirige também, para o Oficina A Engrenagem, adaptação dele e de José Celso Martinez Corrêa do texto de Jean-Paul Sartre. Em 1961, Antônio Abujamra dirige um outro texto de Boal, José, do Parto à Sepultura, com os atores do Oficina, que estréia no Teatro de Arena. No mesmo ano, o espetáculo Revolução na América do Sul estréia, com direção de José Renato. Augusto Boal se torna um dos mais importantes dramaturgos do período. Em 1962, o Arena inicia nova fase: a nacionalização dos clássicos. José Renato deixa a companhia e Boal torna-se líder absoluto e sócio do empreendimento. Encerra-se a leva de encenações dos textos produzidos no Seminário de Dramaturgia. Em 1963 encena O Noviço, de Martins Pena e Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams, no teatro Oficina, em colaboração com grandes artistas do teatro brasileiro, tais como o cenógrafo Flávio Império e Eugênio Kusnet, responsável pela preparação dos atores. Ainda desta fase são O Melhor Juiz, o Rei, de Lope de Vega e Tartufo, de Molière, produções de 1964. Depois do golpe militar, Boal dirige no Rio de Janeiro o show Opinião, com Zé Kéti, João do Vale e Nara Leão - depois substituída por Maria Bethânia). A iniciativa surge de um grupo de autores (Oduvaldo Vianna Filho, Paulo Pontes e Armando Costa) ligados ao Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE, posto na ilegalidade. O grupo pretendia criar um foco de resistência política através da arte. De fato evento é um sucesso e contagia diversos outros setores artísticos. O Opinião 65, exposição de artes plásticas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), surge na seqüência, aglutinando os artistas ligados aos movimentos de arte popular. Esse é o nascedouro do Grupo Opinião. Musicais A partir de Opinião, Boal inicia o ciclo de musicais no Arena, com Gianfrancesco Guarnieri e Edu Lobo, apresentando Arena Conta Zumbi (1965), primeiro experimento com o sistema curinga onde oito atores se revezam, fazendo todas as personagens. O sucesso de público abre caminho para Arena Conta Bahia, com direção musical de Gilberto Gil e Caetano Veloso, e Maria Bethânia e Tom Zé no elenco. Em seguida, é encenado Tempo de Guerra, no Oficina, com texto de Boal e Guarnieri, poemas de Brecht e vozes de Gil, Maria da Graça (Gal Costa), Tom Zé e Maria Bethânia, sob a direção de Boal. No ano seguinte, é a vez do espetáculo Arena Conta Tiradentes, centrado em outro movimento histórico de luta nacional - a Inconfidência Mineira. Também uma aplicação do sistema curinga, a peça não propõe retratar os fatos de forma ortodoxa e cronológica, mas criar conexões com fatos, tipos e personagens que se referem constantemente ao período pré e pós-1964. A Primeira Feira Paulista de Opinião, concebida e encenada por Boal no Teatro Ruth Escobar, é uma reunião de textos curtos de vários autores - um depoimento teatral sobre o Brasil de 1968. Estão presentes textos de Lauro César Muniz, Bráulio Pedroso, Gianfrancesco Guarnieri, Jorge Andrade, Plínio Marcos e do próprio Boal. O diretor apresenta o espetáculo na íntegra, ignorando os mais de 70 cortes estabelecidos pela censura, incitando a desobediência civil e lutando arduamente pela permanência da peça em cartaz, depois de sua proibição. Exílio Com a decretação do Ato Institucional nº 5, em fins de 1968, o Arena viaja para fora do país, excursionando, entre 1969 e 1970 pelos Estados Unidos, México, Peru e Argentina. Boal escreve e dirige Arena Conta Bolivar. Em seu retorno, com uma equipe de jovens recém-saídos de um curso no Arena, cria o Teatro Jornal - 1ª Edição, experiência que aproveita técnicas do agitprop e do Living Newspaper, grupo norte-americano dos anos 1930 que trabalhava com dramatizações a partir de notícias de jornal. A Resistível Ascensão de Arturo Ui, de Brecht, é a última incursão de Boal no sistema curinga, que entretanto não acrescenta grandes novidades na linguagem do grupo. Em 1971, Boal é preso e torturado. Na seqüência, decide deixar o país, com destino à Argentina, terra de sua esposa, a psicanalista Cecília Boal. Lá permanece por cinco anos e desenvolve o Teatro Invisível. Naquele mesmo ano, Torquemada, um texto seu sobre a Inquisição, é encenado em Buenos Aires. Em 1973, vai para o Peru, onde aplica suas técnicas num programa de alfabetização integral e começa a fazer o Teatro Fórum. Em 1974, seu texto Tio Patinhas e a Pílula é encenado em Nova York. No Equador, desenvolve, com populações indígenas, o Teatro Imagem. Esse período é representado por Boal em seu texto Murro em Ponta de Faca. Muda-se para Portugal, onde permanecerá por dois anos. Ali, com o grupo A Barraca, realiza a montagem A Barraca Conta Tiradentes, 1977. Lá também escreve Mulheres de Atenas, uma adaptação de Lisístrata, de Aristófanes, com músicas de Chico Buarque. Finalmente, a partir de 1978 estabelece-se em Paris, onde cria um centro para pesquisa e difusão do teatro do oprimido, o Ceditade (Centre d'étude et de diffusion des techniques actives d'expression). Lá, com ajuda de sua esposa desenvolve um teatro mais interiorizado e subjetivo, o Arco-íris do desejo (Método Boal de Teatro e Terapia). Enquanto isso, em São Paulo (1978) Paulo José dirige, para a companhia de Othon Bastos, Murro em Ponta de Faca, texto em que Boal enfoca a vida dos exilados políticos. Boal visita o Brasil em 1979, para ministrar um curso no Rio de Janeiro, retornando, no ano seguinte, juntamente com seu grupo francês, para apresentar o Teatro do Oprimido, já consagrado em muitos países. Em 1981, promove o I Festival Internacional de Teatro do Oprimido. Volta ao Brasil definitivamente em 1986, instalando-se no Rio, onde inicia o plano piloto da Fábrica de Teatro Popular, que tinha como principal objetivo tornar acessível a qualquer cidadão a linguagem teatral e cria o Centro do Teatro do Oprimido.

Homenagem

Uma das canções de Chico Buarque é uma carta em forma de música - uma carta musicada que ele fez em homenagem a Boal, que vivia no exílio em Lisboa, quando o Brasil estava sob a ditadura militar. A canção Meu Caro Amigo, dirigida a ele, foi gravada originalmente no disco Meus Caros Amigos 1976.

Teatro Popular

Boal preconizava que o teatro deve ser um auxiliar das transformações sociais e formar lideranças nas comunidades rurais e nos subúrbios. Para isto organizou uma sucessão de exercícios simples, porém capazes de oferecer o desenvolvimento de uma boa técnica teatral amadora, auxiliando a formação do ator de teatro.

Nobel

 Augusto Boal foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 2008, em virtude de seu trabalho com o Teatro do Oprimido. Em março de 2009, foi nomeado pela Unesco embaixador mundial do teatro.

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

permalink

Augusto Boal: O Poeta contra a Opressão  (Dramaturgos & Autores) escrito em quarta 06 maio 2009 16:06

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

«O Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são atores - porque atuam - e espectadores - porque observam. Somos todos 'espect-atores'. »

 

Augusto Pinto Boal (Rio de Janeiro, 16 de março de 1931 - Rio de Janeiro, 2 de Maio de 2009) foi diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta brasileiro, uma das grandes figuras do teatro contemporâneo internacional. Fundador do Teatro do Oprimido, que alia o teatro à ação social, suas técnicas e práticas difundiram-se pelo mundo, notadamente nas três últimas décadas do século XX, sendo largamente empregadas não só por aqueles que entendem o teatro como instrumento de emancipação política mas também nas áreas de educação, saúde mental e no sistema prisional.

O dramaturgo é conhecido não só por sua participação no Teatro de Arena da cidade de São Paulo (1956 a 1970), mas sobretudo por suas teses do Teatro do Oprimido, inspiradas nas propostas do educador Paulo Freire.

Tem uma obra escrita expressiva, traduzida em mais de vinte línguas, e suas concepções são estudados nas principais escolas de teatro do mundo. O livro Teatro do oprimido e outras poéticas políticas trata de um sistema de exercícios ("monólogos corporais"), jogos (diálogos corporais) e técnicas de teatro-imagem, que, segundo o autor, podem ser utilizadas não só por atores mas por todas as pessoas.

O Teatro do Oprimido tem centros de difusão nos Estados Unidos, na França e no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, Santo André e Londrina.

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

permalink

Naum Alves de Souza  (Dramaturgos & Autores) escrito em terça 10 março 2009 13:19

Naum Alves de Souza (Pirajuí SP 1942). Diretor, autor, cenógrafo e figurinista. Homem de teatro ligado a múltiplas atividades, não apenas no campo do teatro como também da televisão, cinema e ópera.

Muda-se para São Paulo aos 18 anos de idade, onde, pouco depois, começa a dar aulas de educação artística e iniciação às artes plásticas para crianças e adolescentes. Com alguns alunos da Fundação Armando Álvares Penteado, Faap, abre o Pod Minoga Studio, um centro de pesquisas de linguagem cênica que, nos anos 70, causa furor e torna-se um fenômeno cult.

Sua estréia profissional fora desse grupo se dá como cenógrafo e figurinista de El Grande de Coca-Cola, um musical americano dirigido por Luís Sérgio Person no Auditório Augusta, em 1974. Logo a seguir, executa os bonecos de Vila Sésamo, programa infantil da TV Cultura de enorme sucesso. Aos poucos vai se desdobrando em múltiplas atividades. Como autor escreve e dirige Maratona, 1977; No Natal a Gente Vem Te Buscar, 1979; A Aurora da Minha Vida, 1981; Um Beijo, um Abraço, um Aperto de Mão, 1984. Fazendo um perfil analítico sobre a produção teatral na década de 80, escreve o crítico Yan Michalski: "A dramaturgia está sendo, sem dúvida, o elemento do teatro mais sacrificado (...) Apenas um autor de personalidade já claramente formada surgiu e firmou-se no panorama: Naum Alves de Souza, que através de uma interessante trilogia - No Natal a Gente Vem Te Buscar; A Aurora da Minha Vida; Um Beijo, um Abraço, um Aperto de Mão - enfrenta corajosamente os seus fantasmas do passado, oriundos de uma formação pequeno-burguesa e religiosa, conservadora e preconceituosa".1

Seguem-se Nijinski, ainda em 1984, e Suburbano Coração, com músicas de Chico Buarque, em 1989. Através dessas realizações, Naum constrói uma sólida, reconhecida e premiada carreira como autor, que prossegue anos depois com Água Com Açúcar, em 1995; Strippers, em 1997; além de inéditas, entre as quais Ódio a Mozart e As Festas do Amigo Secreto.


Como diretor, além de encenar seus próprios textos, destaca-se nas montagens de Cenas de Outono, de Yukio Mishima, tendo Marieta Severo à frente do elenco, em 1987; Lulu, de Frank Wedekind, com Maria Padilha no papel central, em 1989; Longa Jornada de Um Dia Noite Adentro, de Eugene O'Neill, com Sergio Britto e Cleyde Yáconis, em 2002. No ano seguinte, dirige A Flor do Meu Bem Querer, de Juca de Oliveira, superprodução sobre corrupção política no Brasil, em 2003.


Sua colaboração para espetáculos alheios, na direção, roteirização, cenografia e figurinos é igualmente insuflada de criatividade, exemplo disso são os cenários e figurinos de Falso Brilhante, show de Elis Regina; e, sobretudo, Macunaíma, espetáculo internacionalmente consagrado, dirigido por Antunes Filho, em 1978. Em 1983, roteiriza O Grande Circo Místico, espetáculo de dança sobre trilha sonora de Chico Buarque e Edu Lobo, dirigido por Emílio Di Biasi para o Teatro Guaíra de Curitiba; adapta e dirige Dona Doida, sobre poemas de Adélia Prado, espetáculo consagratório da atriz Fernanda Montenegro, em 1990. No mesmo ano, faz ainda a adaptação de texto e direção de Big Loira, contos de Dorothy Parker, em montagem que destaca Cristina Mutarelli. Em 1997, faz a direção cênica do espetáculo de dança Muito Romântico, novas versões das canções do Roberto Carlos, com coreografias de Susana Yamauchi, em parceria com João Maurício, espetáculo que faz consecutivas viagens ao exterior.

Na área da ópera cria Ópera do 500, Os Pescadores de Pérolas e King Arthur, no Teatro Municipal de São Paulo, Janufa, de Leos Janácek, além de versões compactas para Carmen e Mme. Butterfly. Na área da dança cria alguns espetáculos memoráveis, especialmente para o desempenho de J. C. Violla, entre os quais Senhores das Sombras, Valsa para Vinte Veias, Flippersports, Petruchka, Salão de Baile e Doze Movimentos para Um Homem Só. Escreve o roteiro de Romance da Empregada, filme de Bruno Barreto, em 1986. Na TV, dirige um sitcom à brasileira, A Guerra dos Pintos, na Bandeirantes, em 1999.

Sobre seu trabalho, o crítico José Castello não esconde seu entusiasmo: "A melhor imagem para a obra de Naum Alves de Souza pode ser a de um artista que vaza os olhos para ver melhor, porque deseja ver tudo e não apenas os espaços delimitados pela visão.(...) A pulsação delicada, quase castiça, que ele injeta em suas montagens não esgota, apenas insinua o vigor que lateja em tudo o que faz".

permalink

Euripedes  (Dramaturgos & Autores) escrito em terça 10 março 2009 13:08

Eurípedes (também grafado Eurípides; do grego antigo: Εὐριπίδης) (Salamina c. 485 a.C. - Pela, Macedônia, 406 a.C.) foi um poeta trágico grego. Eurípedes foi o último dos três grandes autores trágicos da Atenas clássica (os outros dois foram Ésquilo e Sófocles). Especialistas estimam que Eurípedes tenha escrito 95 peças, embora quatro delas provavelmente tenham sido escritas por Critias. Ele foi autor do maior número de peças trágicas da Grécia que chegaram até nós: dezoito no total (de Ésquilo e Sófocles sobreviveram, de cada um, sete peças completas). Hoje, é amplamente aceito que Rhesus, tida como a décima nona peça completa, possivelmente não seja de Euripides. Fragmentos, alguns substanciais, da maioria das outras peças também sobreviveram. Pouco se sabe de sua vida, mas parece ter sido austero e pouco sociável. Apaixonado pelo debate de idéias, suas investigações e estudos lhe trouxeram mais alfições do que certezas. Alguns críticos o chamaram de "filósofo de teatro", mas não há certeza se Eurípedes, de fato, pertenceu a alguma escola filosófica. Contudo, parece inegável a influência do filósofo Anaxágoras de Clazômenas e também do movimento sofístico. Para Eurípedes, os mitos (elementos vitais da tragédia) eram apenas coleções de histórias cuja função era perpetuar crenças sobre concepções primitivas. Por tal motivo, opta por relatar em suas tragédias a história dos negados e/ou vencidos, podendo citar como exemplo a obra As Troianas, em que o autor relata a história das mulheres da cidade de Tróia (lembrando que na época as mulheres não eram consideradas como membros da sociedade). Nisso se diferencia tanto de seus predecesores quanto rompe com características importantes aos gregos. Esse rompimento talvez lhe tenha impedido de construir peças harmônicas e perfeitas no seu conjunto, já que os mitos cumpriam muito bem esse papel de fundo. Mesmo assim, compôs cenas memoráveis e agudas análises psicológicas. As tragédias completas que chegaram até nós são: Medéia, Hipólito, Hécuba, Andrômaca, Alceste, As Bacantes, Héracles, A Heracléade, As Suplicantes, As Mulheres de Tróia, Electra, Ifigênia em Áulida, Helena, Íon, Orestes, Ifigênia em Táurida, As Fenícias e O Ciclope. Foi alvo de gozo por parte de Aristófanes.

permalink

Federico Garcia Lorca: O Poeta Andaluz  (Dramaturgos & Autores) escrito em domingo 01 março 2009 18:41

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

O Poeta e dramaturgo e alguns de seus desenhos

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

Assassinato de Garcia Lorca de Salvador Dali

Federico García Lorca (Fuente Vaqueros, 5 de junho de 1898 — Granada, 19 de agosto de 1936) foi um poeta e dramaturgo espanhol, e uma das primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola.

 

Biografia

Nascido numa pequena localidade da Andaluzia, García Lorca ingressou na faculdade de Direito de Granada em 1914, e cinco anos depois transfere-se para Madri, onde ficou amigo de artistas como Luis Buñuel e Salvador Dali e publicou seus primeiros poemas.

Grande parte dos seus primeiros trabalhos se baseiam em temas relativos à Andaluzia (Impressões e Paisagens, 1918), à música e ao folclore regionais (Poemas do Canto Fundo, 1921-1922) e aos ciganos (Romancero Gitano, 1928)

Concluído o curso, foi para os Estados Unidos da América e para Cuba, período de seus poemas surrealistas, manifestando seu desprezo pelo modus vivendi estadunidense. Expressou seu horror com a brutalidade da civilização mecanizada nas chocantes imagens de Poeta em Nova Iorque, publicado em 1940.

Voltando à Espanha, criou um grupo de teatro chamado La Barraca. Não ocultava suas idéias socialistas e, com fortes tendências homossexuais, foi certamente um dos alvos mais visados pelo conservadorismo espanhol que, sob forte influência católica, ensaiava a tomada do poder, dando início a uma das mais sangrentas guerras fratricidas do século XX.

Intimidado, Lorca retornou para Granada, na Andaluzia, na esperança de encontrar um refúgio. Ali, porém, teve sua prisão determinada por um deputado católico, sob o argumento (que tornou-se célebre) de que ele seria "mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver".

Assim, num dia de agosto de 1936, sem julgamento, o grande poeta foi executado com um tiro na nuca pelos nacionalistas, e seu corpo foi jogado num ponto da Serra Nevada. Segundo algumas versões, ele teria sido fuzilado de costas, em alusão a sua homossexualidade. A caneta se calava, mas a Poesia nascia para a eternidade - e o crime teve repercussão em todo o mundo, despertando por todas as partes um sentimento de que o que ocorria na Espanha dizia respeito a todo o planeta... foi um prenúncio da Segunda Guerra Mundial.

 

Exílio na morte

Assim como muitos artistas - e a obra Guernica, de Pablo Picasso -, durante o longo regime ditatorial do Generalíssimo Franco, suas obras foram consideradas clandestinas na Espanha.

Com o fim do regime, e a volta do país à democracia, finalmente sua terra natal veio a render-lhe homenagens, sendo hoje considerado o maior autor espanhol desde Miguel de Cervantes

Lorca tornou-se o mais notável numa constelação de poetas surgidos durante a guerra, conhecida como "geração de 27", alinhando-se entre os maiores poetas do século XX. Foi ainda um excelente pintor, compositor precoce e pianista. Sua música se reflete no ritmo e sonoridade de sua obra poética. Como dramaturgo, Lorca fez incursões no drama histórico e na farsa antes de obter sucesso com a tragédia. As três tragédias rurais passadas na Andaluzia, Bodas de Sangue (1933), Yerma (1934) e A Casa de Bernarda Alba (1936) asseguraram sua posição como grande dramaturgo.

 

 

BIBLIOGRAFIA:

 

Em sua curta existência, García Lorca deixou importantes obras-primas da literatura, muitas delas publicadas postumamente, dentre as quais:

 

POESIA:

 Livro de Poemas - 1921

Ode a Salvador Dalí - 1926.

Canciones (1921-24) - 1927.

Romancero gitano (1924-27) - 1928.

Poema del cante jondo (1921-22) - 1931.

Ode a Walt Whitman - 1933.

Canto a Ignacio Sánchez Mejías - 1935.

Seis poemas galegos - 1935.

Primeiras canções (1922) - 1936.

Poeta em Nueva York (1929-30) - 1940.

Divã do Tamarit - 1940.

Sonetos del Amor Oscuro - 1936

 

PROSA:

Impressões e Paisagens - 1918

Desenhos (publicados em Madri) - 1949

Cartas aos Amigos - 1950

 

 

TEATRO:

Assim que passarem cinco anos - Lenda do tempo - 1931.

Retábulo de Don Cristóvão e D.Rosita - 1931.

Amores de Dom Perlimplim e Belisa em seu jardim - 1926.

Mariana Piñeda - 1925.

Dona Rosinha, a solteira - 1927.

Bodas de Sangue (Trilogia) - 1933.

Yerma (Trilogia) - 1934.

A Casa de Bernarda Alba (Trilogia) - 1936.

Quimera - 1930.

El Publico - 1936

  

permalink